segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Peguei na gaveta papel e caneta. Sentei perto da janela, observando a movimentação lá fora. Sorri ao ver um passárinho no galho da árvore. Sorri ao ver um guarda conversando com o dono da padaria. Sorri ao ver um casal brigando no outro lado da rua. Sorri pro mundo inteiro. E eu só sabia um motivo pra isso acontecer.

Encarei o papel - sorrindo - e comecei a escrever.

“Londres, 15 de março de 2011.

Escrever carta é tão piegas, né amor? Mas… eu nem vou te mandar essa carta mesmo. Nem as outras que eu já escrevi. Você não acredita o quão romântica eu posso ser. Eu nem era assim não, é só que… eu te amo. Te amo tanto que tenho que botar isso pra fora, gritar pro mundo ouvir. Agora eu escrevo cartas, vê se pode! Como uma coisa dessas pôde acontecer comigo? Como alguém pode mudar a minha vida dessa forma? Tudo virou bonito demais depois que você apareceu na minha vida. E você tem todo esse efeito em mim, mesmo não estando exatamente ao meu lado. Mas eu te sinto aqui. Eu quase posso te tocar ao fechar meus olhos. E eu não me canso de te amar. Não me canso de te escrever e de sonhar que um dia, não haverá mais distância, problemas e poréns pra gente. Só haverá você e eu, e nossa felicidade tão nossa nesse mundinho tão simples.

Com todo, todo, todo o amor do mundo,

Annie.”

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